OS NÚMEROS DO DIÓXIDO DE CARBONO

CO2 – Um inocente gás natural

Rui Morais Sarmento – 2010

www.ave.dee.isep.ipp.pt/~rms/

A atmosfera da Terra é constituida, em volume, por 78 % de azoto ou nitrogénio (N2) – 780.000 ppm (partes por milhão de volume), 20,95 % de oxigénio – aproximadamente 210.000 ppm, 0,9 % de árgon (9.000 ppm), 0,039 % de dióxido de carbono (CO2) (390 ppm), e 0 a 4 % de vapor de água (0 a 40.000 ppm). A água, à temperatura ambiente, coexiste simultaneamente nos três estados, existe mais vapor de água na atmosfera do Saara que na das zonas polares.

Sobre o metano (CH4) na atmosfera, na última década estabilizou nos 0,00018% (1,8 ppm) e o monóxido de carbono (CO), este sim altamente tóxico por questões químicas, é inferior a 0,2 ppm (uma molécula em cinco milhões de moléculas de ar).

A massa total da atmosfera da Terra está estimada em 5 x 109 Mton (milhões de toneladas), a massa de oxigénio é de cerca de 109 Mton e a do CO2 de 3.000.000 Mton (~600 ppm de massa).

Os fluxos naturais de CO2 (emissão e absorção) dos oceanos, solos, vegetação e vulcões somam 200.000 milhões de toneladas, com uma incerteza de mais ou menos 40.000 milhões. Estima-se que umas 100.000 a 120.000 Mton são trocadas, por ano, entre a atmosfera e a biosfera continental, incluindo o homem. Os oceanos contêm mais de 50 vezes CO2 que a atmosfera.

A actividade humana produz actualmente por ano, essencialmente da queima de combustíveis fósseis, cerca de 27.000 milhões de toneladas de CO2. É importante perceber que este CO2 de origem antropogénica só contem o isótopo 12 do carbono, porque o isótopo 14 decai em dezenas de milhares de anos e os combustíveis fósseis têm origem há centenas de milhões de anos.

O aumento do CO2 na atmosfera, que se verifica desde a época pré industrial, cerca de 1850, até ao presente, de 280 ppm para o valor actual de 390 ppm, deve-se à própria natureza e não à actividade do homem. A variação da percentagem entre os isótopos 12 e 14 do carbono incorporados no CO2 natural indica que o homem contribuiu no máximo com 14 a 16 ppm

O aumento actual do CO2 na atmosfera só incorpora cerca de 4.000 a 6.000 milhões de toneladas/ano, cerca de 0,5 a 0,8 ppm, devido à actividade humana. Do restante CO2, parte é naturalmente absorvido pela biodiversidade da Terra (por isso é que as plantas se dão muito bem nas ilhas de calor urbano com muito CO2, o fertilizante atmosférico de excelência), e pelos oceanos que contêm mais de 50 vezes a massa de CO2 existente na atmosfera. O aumento médio do CO2 na atmosfera, nos últimos trinta anos, foi de cerca de 1,8 ppm por ano.

Exemplos do CO2, um gás da natureza e da vida

20.000 a 70.000 ppm no ar expirado pela respiração e na transpiração. A humanidade produz mais CO2 que todos os veículos existentes

50.000 ppm nas garrafas de oxigénio (a 95%) para auxiliar a absorção do oxigénio pelo sangue, a várias atmosferas

10.000 ppm – nível perigoso de concentração na atmosfera (dificulta a oxigenação do sangue na inspiração)

5.000 a 6.000 ppm no interior de um submarino nuclear, valor máximo inofensivo

4.000 a 5.000 ppm à cerca de 440 milhões de anos quando a Terra caiu numa era glaciar (registos nos fósseis)

3.000 a 4.000 ppm numa sala de aulas, no fim da aula

2.000 a 3.000 ppm no interior de uma câmara de descompressão hiperbárica, para respiração intrusiva

1.800 ppm durante o Jurássico, à 200 milhões de anos, quando a temperatura média era de cerca de 20 ºC (registos nos fósseis)

600 a 900 ppm no ar provoca um incremento à volta de 50% no crescimento das plantas

440 ppm em 1820, no fim da pequena idade do gelo, e em 1940 (amostras de ar)

390 ppm em 2009 (medição por infravermelhos em Mauna Loa), quando a temperatura média global da atmosfera junto ao solo é de aproximadamente 13,9 m 0,4 ºC (medições por satélites entre os paralelos -70º e +70º)

350 ppm no Carbónico Médio, à 330 milhões de anos, quando a temperatura média era inferior a 12 ºC (registos nos fósseis)

260 ppm no Holoceno, à cerca de 8.000 a 10.000 anos, quando a temperatura era 2 a 3 ºC superior à actual (registos nos cilindros de gelo)

240 ppm no período interglaciar Riss-Wurm, à cerca de 120.000 anos e a temperatura era cerca de 5ºC mais elevada que a actual (registos nos cilindros de gelo)

180 a 200 ppm extinção da vida na superfície do planeta

E agora em tom de brincadeira …

2.500.000 ppm numa cerveja bem gelada e que sabe tão bem (atenção, é o volume, a 25 ºC, do inofensivo CO2 dissolvido no liquido – duas vezes e meia o volume do liquido)

REFERÊNCIAS (por ordem alfabética)

Anthony Watts

Anton Uriarte

Carbon Sense

Climate Realists

CO2 Science

Craig Idso

David C. Archibald

David Evans

Delgado Domingos

Ecotretas

E. Friis-Chistensen

Ernest-Georg Beck

F. Hoyle

G. LeBlanc Smith

Geocraft(1)

Geocraft(2)

Gregory Murphy

Henrik Svensmark

Joanne Nova

John L. Daly

JunkSciencie

Kl. I. Abdussamatov

Laurence Hecht

Lord Monckton

Lubos Motl

Luiz C. Molion

Marcel Leroux

Nils-Axel Morner

NOAA/NASA

Paul Reiter

Piers Corbyn

Richard S. Lindzen

Roy W. Spencer

Rui G. Moura

S. Fred Singer

Steve MacIntyre

Theodor Laudscheidt

V. Ramaswamy

Zbigniew Jaworowsky           …muitos outros para quem a ciência não é um negócio

 

 

ABSURDO E ABERRAÇÃO

 

Acabar com o CO2 (o que na realidade é impossível) era acabar com a vida na Terra

 

Houve sempre alterações climáticas na história paleo-climática da Terra e o clima está sempre em permanente mudança

 

Nunca o CO2 comandou a temperatura, mas sim o contrário

 

Manter a dúvida metódica – verificar, provar e comprovar

Desconfiar dos vendedores de milagres ou ilusões

 

Mensagem ou propaganda oficial e politicamente correcta

Orgãos de comunicação visual e escrita “orientados” para fazer passar a mensagem oficial

 

Uma mentira repetida mil vezes passa a ser considerada “verdade”

Lavagem ao cérebro e alienação da sociedade leiga e desinformada

 

Alarmismo e catastrofismo de pseudo – ambientalistas, auto nomeados ecologistas, “cientistas” políticos e governantes

Com a contribuição “desinteressada” de arautos e mensageiros que defendem causas alienantes e fundamentalistas (ignorância? oportunismo? interesses obscuros?)

 

Justificar subsídios e financiamentos para investigações e actividades sem sentido e sem resultados

Justificar a aplicação de impostos e taxas às populações

 

O CO2 não é um poluente

O CO2 é um gás natural, faz parte da vida e da natureza

O CO2 é um gás incolor, inodoro e neutro

 

Hidrocarboneto (petróleo)

         C4 H8 O4 + 4O2    à      4H2 O + 4CO2

 

Metano (gás natural)

         CH4 + 4O2 à      2H2 O + CO2

 

Carvão

         C2 + 2O2     à      2CO2

 

Etanol (bioálcool)

         C2 H6 O + 3O2       à      3H2 O + 2CO2

C6 H12 O6     à      2 C2H6O + 2 CO2

             

Glicose

         C6 H12 O6 + 6O2    à      6H2 O + 6CO2

 

Hidrato de carbono (biocombustível)

         C2 H4 O2 + 2O2     à      2H2 O + 2CO2